Em 2015 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou números da sua Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). O órgão afirma que 17,7% dos lares brasileiros possuem pelo menos um gato. O número estimado de felinos domiciliados no Brasil então seria algo em tono de 22 milhões.

São informações interessantes também para nosso trabalho, apesar de não termos como preocupação maior o contingente domiciliado.
As informações são interessantes porque podemos fazer uma projeção sobre o número aproximado da população de vida livre. Sem base técnica e científica, mas calcada em nossa observação diária da situação, é possível afirmar que temos hoje no Brasil um número perto de 100 milhões de gatos de rua. Não é difícil imaginar isso. E a conta é relativamente simples: para cada gato que conheço e que tem um tutor, é domiciliado, há outros cinco no terreno abandonado aqui perto de casa.

Esse raciocínio não é longe nenhum um pouco da realidade. Alias, a previsão da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que no de 2030 a população de animais de rua vai sobrepor a população humana no Brasil, parece que está equivocada. O futuro é agora.

Uma vez estabelecido que temos um problema de descontrole da massa de felinos que habita nossas cidades é urgente e absolutamente necessário pensarmos formas de contenção da mesma.

A questão de saúde pública se apresenta e deve ser muito levada a sério. Um agente que queira se lançar ao trabalho de controle precisa ser realista, estamos controlando a população de gatos não apenas porque gostamos de gatos, mas também para evitar que os animais coloquem em risco a integridade física, a saúde, de humanos. Afinal esse é o trabalho da Vigilância Sanitária. E esse é o trabalho de uma ONG como a Bicho Brother.

Outro fator determinante para tentarmos enxugar a população de gatos de vida livre de maneira humanitária é que ao diminuirmos o contingente de felinos das ruas, automaticamente diminuímos o atrito entre seres humanos e gatos. Esse atrito, como bem sabemos é sempre muito desvantajoso para o animal.

Crimes de maus-tratos se multiplicam a medida que a população felina cresce nas cidades brasileiras.

Então temos dois motivos para apoiar o controle: Saúde Pública e Proteção Animal.

E como controlar?

Veja no tópico O que é CEVD.

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