Rio2016: ONGs se unem para salvar animais

EXCLUSIVO ANDA

Rio2016: ONGs se unem para salvar animais

10 de agosto de 2016 às 17:40

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Há algo diferente acontecendo na cidade maravilhosa por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. ONGs e uma empresa especializadas em proteção animal trabalham em áreas próximas às competições para tentar resgatar ou proteger os animais afetados pelo megaevento. O trabalho é imenso. A difícil tarefa dessas entidades é dar alento e segurança para a sofrida população de animais abandonados da cidade durante os jogos.

Entre elas está a ONG paulistana Bicho Brother, especializada em captura e controle ético da população de gatos abandonados. Convidada por Guilherme Andreoli, membro do Comitê Organizador dos Jogos, a equipe Bicho Brother foi gentilmente recebida e está hospedada em uma unidade da ONG Oito Vidas, das especialistas em controle de gatos abandonados, Lilian Queiroz, Cristina Palmer e Aparecida Negreiros.

A ONG de São Paulo trouxe todo seu equipamento de contenção, manejo e captura de gatos para o Rio. No trabalho, ela se juntou a empresa especializada JF Resgates e Capturas, do profissional local Jackson Ferreira, e a outra ONG, a inglesa World Animal Protection, representada pela sua gerente de programas veterinários, Rosângela Ribeiro.

O Comitê Olímpico possui uma área de sustentabilidade (SAL), e é essa área que coordena a equipe de Resgate de Animais Domésticos, da qual fazem parte a Bicho Brother, a JF Resgates e a World Animal Protection. Há uma equipe de Resgate de Animais Silvestres também.

Há muito o que fazer, pois a cidade do Rio de Janeiro não é diferente da maioria das cidades brasileiras e não possui uma política pública eficaz de controle, segurança e bem-estar da população de animais abandonados.

O gesto do Comitê, de tentar dar proteção aos animais afetados pelo evento internacional é muito louvável, ainda que devesse ter sido planejado melhor e com mais antecedência.

Um dos trabalhos mais complicados é a tentativa de castrar e dar segurança à população de gatos das cinco ou seis colônias que habitam o complexo esportivo do Maracanã. Nesse espaço há uma estimativa numérica que existam entre 120 e 150 gatos. O trabalho nesse caso, segundo Mariana Lança, gestora da ONG Bicho Brother, deve ser o de aplicar às colônias o processo de capturar, esterilizar e devolver, mais conhecido pela sigla CED. Consiste em utilizar armadilhas para capturar os gatos de uma colônia, removê-los para uma clínica para castrá-los, identificá-los e depois reinseri-los na colônia. Com a utilização desse método é possível conter a expansão das colônias e retirar os animais mais vulneráveis, como filhotes e doentes, para tratamentos e adoções. Além disso é preciso acionar as forças de segurança do complexo para coibir atos de vandalismo contra os animais.

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A colocação de placas de aviso também ajuda na conscientização da população que mora, transita e trabalha nos arredores. As placas estão prontas e podem ser confeccionadas a qualquer momento, segundo Rosângela Ribeiro, da World Animal Protection.

A equipe da ONG Bicho Brother chegou a iniciar o processo de CED e entre os dias 03 e 04 de agosto capturou 24 gatos do Maracanã e os levou para duas clínicas, uma na Barra da Tijuca, a Citta Vet e outra em Vargem Grande, a clínica Vargem Grande. Houve a interrupção desse processo para que Comitê, clínicas e ONGs realinhassem o desenvolvimento do trabalho. A Bicho Brother adota o padrão internacional de marcação de orelha para identificar os animais castrados dos não castrados em colônias, e o padrão do Rio de Janeiro é próprio.

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A ONG de São Paulo quer o desmonte de um gatil provisório construído dentro do Maracanã para abrigar temporariamente os gatos que passarem pelo processo de CED. A Bicho Brother teme que o local esteja vulnerável a ataques humanos e passível de contagio de doenças entre gatos das várias colônias que serão colocadas no pequeno espaço. Comitê, ONGs e empresa especializada estão em negociação para viabilizar a melhor maneira de proteger e controlar os gatos do complexo do Maracanã durante os jogos.

Um resgate lindo à luz do dia

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Durante o primeiro dia de capturas, em 03 de agosto, a ONG Bicho Brother tomou conhecimento por meio da protetora Natália Kingsbury, que cuida há mais de vinte anos dos animais do local, que havia um gato amarelo muito machucado em uma das colônias do Maracanã, conhecida como Colégio. No dia seguinte, a ONG concentrou seus esforços na colônia em que vivia o gato machucado, e obteve pleno sucesso na captura do bichano. Sob os olhares atentos de membros do comitê olímpico, da World Animal Protection, de uma equipe de TV alemã e do público que se juntou nas calçadas, o agente de CED Eduardo Pedroso conseguiu fazer o gato amarelo com a pata enferma entrar em uma armadilha manual.

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Resgatado, o gato batizado de Maracanã foi levado para a clínica Citta Vet,recebeu os cuidados emergenciais da Dra. Alessandra e encontra-se em tratamento. Ele está bem e quando se recuperar, dependendo do seu temperamento, será incluído em um programa de adoções coordenado pela World Animal Protection e pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Se permanecer indócil após o tratamento ou não for adotado, retornará à colônia.

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CED: CAPTURA, ESTERILIZAÇÃO E DEVOLUÇÃO

http://www.anda.jor.br/21/07/2016/ced-captura-esterilizacao-e-devolucao

EDUARDO PEDROSO

CED: captura, esterilização e devolução

21 de julho de 2016 às 13:11

Reprodução Internet

Quando me propus a escrever um artigo sobre Captura, Esterilização e Devolução (mais conhecido pela sigla CED) fiquei imaginando que deveria pautá-lo pelo mais puro e reto didatismo, do tipo: a CED nasceu na Inglaterra com a ativista Ruth Plant* na década de 1950 para combater a cultura de morte induzida do governo britânico, e desde então tem sido instrumento importante para ativistas, governos e ONGs controlarem populações de gatos abandonados em todo o planeta.

A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), organização focada na prevenção da crueldade contra animais nos Estados Unidos, por exemplo, considera a atividade como a única realmente não traumática, eficaz e sustentável para o problema da superpopulação de gatos não domiciliados. Para se ter ideia da atualidade e importância do tema, em maio desse ano as especialistas em CED, Aparecida Negreiros e Cristina Palmer, deixaram seus notáveis trabalhos de campo no Rio de janeiro, onde atuam por meio da ONG Oito Vidas, e partiram para Nova York para participar do Animal Care 2016, acontecimento anual no qual são abordados diferentes temas sobre proteção animal. Foram para participar especificamente de uma discussão importante dentro do evento: a adoção do método CED (ou TNR na sigla em inglês) em substituição à prática da morte induzida ainda adotada por muitos abrigos dos EUA. O movimento parece lógico e simples: é melhor controlar a população de gatos de uma localidade do que eliminá-la ou trancafiá-la em abrigos para morrerem
aos poucos.

Se quisermos explorar o lado filosófico da questão podemos afirmar que CED é uma visão não especista da realidade. Impele o humano ao convívio pacífico com o gato. Tem uma colônia de gatos no condomínio? Que ela seja capturada, castrada, catalogada, imunizada contra raiva e devolvida ao mesmo local. A colônia passa a ser alimentada em um ponto específico das dependências do condomínio e monitorada pelos membros da comunidade que se dedicam ao bem-estar dos gatos e dos humanos.

CED é vida!, como dizem nossos amigos do Operação Gato de Rua, de Blumenau, SC. Talvez a partir desses dados fosse possível desenvolver um texto que desse conta de mostrar ao público como se dá o processo de captura, esterilização e devolução. Suas minucias, seus detalhes, o modus operandi, o conceito aplicado, a finalidade de cada equipamento, a importância da castração minimamente invasiva, e quem sabe finalizar com um pequeno mapa de ativistas e organizações que praticam CED no Brasil. Um passo a passo para tentar esclarecer interessados e protetores afins de entender e ajudar no imenso trabalho que será controlar a população felina de rua tão logo o mundo da proteção animal se dê conta de que mutirões e abrigos não são soluções para a questão.

E é exatamente nesse ponto que o texto didático precisa dar lugar imediatamente para um alerta sério a respeito da nossa cultura de proteção animal quando o assunto é gato de rua. Nossa cultura reconhece erroneamente abrigos e mutirões de castração como caminhos únicos a serem percorridos até que tenhamos uma diminuição significativa do sofrimento brutal a que está submetida a enorme população felina que habita as cidades brasileiras. Abrigos e mutirões não vão diminuir ou controlar a população de gatos de rua. Isso é ponto pacífico. Mutirões e abrigos não são soluções para essa questão difícil e dolorosa. Apenas fazem parte de um processo. Não dão conta de tocar a raiz do problema. Isso precisa ser dito sem medo. Promotores de mutirões e gestores de abrigos precisam admitir a incapacidade e a ineficiência de suas ações e atividades para discutirem pública e abertamente como controlar as populações de gatos de rua de nossas cidades. E não se trata de um ataque ou cobrança despropositada. E sim de um chamado à consciência de nossos ativistas e gestores. Ou estamos tão desconectados da realidade que ficamos incapazes de perceber que anos a fio de maturação e evolução da cultura de abrigos e mutirões em nada impediu o crescimento da população de animais de rua? Agora temos uma superpopulação! Por que será?

A ineficiência dos mutirões é simples de explicar com a seguinte pergunta: alguém já viu um gato abandonado arisco na fila de inscrição para algum mutirão? Não, nunca ninguém viu. Sem agentes de CED para “buscar o gato difícil” entranhado nos mais imprevisíveis buracos da cidade e esterilizá-lo, não haverá controle. Esse é um dado irrefutável. É óbvio que é importante a existência de mutirões como mecanismos de contenção da reprodução da população de gatos domiciliados pela população humana de baixa renda. É claro que o gato da família brasileira que reside nos centros menos favorecidos e
periferias de nossas cidades precisa ser castrado por um mutirão. Só não podemos nos esquecer que nesses mesmos centros e periferias necessitados, milhares de felinos não possuem domicílio e se reproduzem de maneira desenfreada, aumentando exponencialmente sua presença e fazendo crescer também de maneira alarmante o atrito entre as duas populações, felina e humana. Esse atrito não raramente expõe gatos a ataques violentos, sórdidos e cruéis. O bicho sempre leva a pior. Não é possível nos esquivarmos da realidade: uma parcela considerável da população humana odeia animais abandonados. Gatos especialmente. A necessidade da criação de uma cultura de CED se mostra aqui em sua face mais urgente: a da prevenção de ataques de humanos contra os animais indefesos. O impedimento de maus-tratos pela diminuição do atrito. CED é política preventiva, é diminuição da violência crônica a que são submetidos os gatos de rua. E, quanto aos abrigos, eles são em sua maioria mal geridos e sofrem com falta de recursos e estruturas inadequadas. Com honrosas exceções se mostram verdadeiros depósitos de animais. Locais infectados e insalubres. Não é raro um gato ser retirado das ruas saudável para contrair doenças de toda ordem ao ser trancafiado em um abrigo. A ideia de que um gato não possa viver bem sem domicílio ainda é muito forte em nossa cultura de proteção. É muito importante que o conceito e prática de CED ganhem espaço em nosso meio para poder explicar para a população toda, e não só aos protetores, que gatos podem, devem e têm o direito de viver no mesmo espaço físico que a população humana. Castrados, imunizados contra raiva e alimentados não incomodam ninguém. O fato é que introduzir animais saudáveis em abrigos deve ser evitado a todo custo. Abrigos são importantes para animais vulneráveis e mesmo assim como transição para um lar ou inserção em uma colônia.

Para finalizar podemos afirmar que abrigos e mutirões são importantes se bem gerenciados, mas não dão conta da questão primordial que é, no final das contas, o sonho de todo aquele que ama gatos abandonados: controlá-los numericamente, conter a explosão demográfica, ter uma população que não cresça a cada ano, diminuir o nascimento de ninhadas em terrenos abandonados e com isso diminuir o atrito entre as populações felina e humana. Para controlar a população de gatos de rua é preciso dar chance e apoiar a prática de CED de pequenos grupos e ativistas preocupados com o bem-estar animal. Para controlar a população de gatos de rua é preciso capturar, esterilizar e devolver.

*http://www.catactiontrust.org.uk/

O INCÊNDIO DA FAVELA DA FUNERÁRIA E NOSSA PEQUENA AJUDA

São Paulo, 19 de julho de 2016.

No começo da noite de segunda-feira nossa amiga e colaboradora Carol Zanni nos perguntou se sabíamos sobre o incêndio que havia consumido uma favela na Zona Norte da cidade e vitimado pessoas e muitos animais.

Duas horas após esse alerta nos juntamos dentro da favela destruída à Beatriz e ao Bruno da Bendita Adoção. Passamos a procurar por bichos feridos e debilitados.

Nessa primeira inserção no local encontramos um gato perdido no meio dos escombros. Ele está bem de saúde, apenas assustado. Amanhã será entregue à Fernanda Perrone e ao Dr. Walter Figueira da clínica Bichos e Vets.

Também dois filhotes muito famintos nos foram entregues por um rapaz no meio da multidão que se aglomerava em frente da Igreja Quadrangular à espera de comida, colchões e cobertores.

Ainda na noite passada fomos levados a um barraco onde uma gatinha agonizava queimada. A socorremos imediatamente levando-a para a clínica Cãomarada, onde permanece internada para tratamento.

Hoje trabalhamos pela manhã na favela incendiada e novamente com nossos parceiros da Bendita Adoção. Vimos muitos corpos de animais carbonizados. Muita gente triste por perder seus bichos de maneira tão trágica.

Retiramos um gato adulto e muito debilitado de cima de um telhado e resgatamos três filhotes famintos, abatidos e cheios de verme. Esses, junto dos dois resgatados na noite passada e do debilitado do telhado, foram entregues para a AUG no meio da tarde.

Resumo é que salvamos oito gatos vítimas do incêndio que destruiu a Favela da Funerária e para isso trabalhamos em conjunto com a Bendita Adoção (que resgatou outros) e contamos com os apoios e parcerias de sempre.

https://www.facebook.com/eduardo.pedroso3/posts/1225849757449533

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/controle-etico-de-gatos

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/07/fogo-em-favela-deixa-14-mil-pessoas-sem-casa-na-zona-norte-de-sp.html

 

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MARCO PELOS ANIMAIS

COMUNICADO

Todos estão convidados. As informações todas estão dadas no evento criado para o ato, é só clicar no link:

https://www.facebook.com/events/1052498968175171/

É importante o pedido que vamos fazer.

O ato é absolutamente pacífico. O local pede silêncio, portanto além de pacífico será um ato silencioso. Estaremos na porta de um cemitério e a placa será afixada ao lado do velório. O velório funciona 24 horas por dia e haverão famílias no local que não têm relação com nossa causa. Vamos respeitá-las profundamente. Faremos um ato silencioso, tranquilo, cheio de paz e serenidade. Sem discursos. Apenas nossos sentimentos e reflexões sobre as condições dos animais de rua em nosso país deverão se fazer presentes. Nossa luta é para preservar a vida e qualidade da vida dos animais que moram no cemitério da Quarta Parada. Nosso silêncio será para respeitar pessoas e para lembrar os animais brutalmente mortos. E também para não alterar a rotina dos gatos que vivem dentro do cemitério.

Obrigado,

Equipe Bicho Brother

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CEMITÉRIO DE SP É MARCADO POR CHACINA DE GATOS

Diário de S. Paulo, 10/06/2016

Em dois meses, 20 felinos foram encontrados mortos com cortes na barriga; metade deles eram pretos

Por: Tatiana Cavalcanti

tatiana.cavalcanti@diariosp.com.br

Nico Nemer/Diário SP

A falta de segurança no Cemitério da Quarta Parada, na Zona Leste, na Água Rasa, na Zona Leste de São Paulo, é tão notória que nos últimos dois meses houve uma chacina de gatos ali. Somente entre abril e maio deste ano, 20 felinos acabaram encontrados mortos, sendo que metade deles era da cor preta.

A denúncia, que chegou ao Ministério Público, foi feita por Eduardo Pedroso, um dos gestores da ONG Bicho Brother, que cuida de animais. De acordo com o ativista, ataques a esses bichanos são recorrentes, mas nos últimos dois meses houve aumento drástico. No mesmo período, ano passado, foram registrados dois casos pela organização.

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Os gatos sofreram cortes por lâmina e ficaram com as vísceras expostas. Imagina a dor desse bichano. É um crime bárbaro e em série contra esses animais indefesos.”

O fato de os gatos pretos terem o abdômen aberto e serem colocados nas alamedas do cemitério com os órgãos internos à mostra pode indicar algum tipo de ritual, de acordo com Pedroso. “Mas teve gato também morto a tiro. É preciso investigar”, afirmou.

Segundo denúncia no site da ONG, existe um ritual de magia que usa osso de gato preto considerado, entre os adeptos dessa seita, como poderoso protetor. É chamada de “hoodoo” ou magia do osso do gato preto.

 

Gato morto encontrado dentro do cemitério / Arquivo/ONG Bicho Brother

Mas a grande maioria dos psicopatas também são ritualistas e os crimes podem ser de autoria de algum ‘serial killer’ que tem acesso ao cemitério à noite”, disse Pedroso, que teme que o número de vítimas felinas seja bem maior, já que gatos são comuns no local.

Ele explicou que também foram achados os corpos de gatos amarelos e de outras cores, sendo que vários já tinham sido castrados e eram tratados por voluntários locais. “Os animais são menosprezados. A dor deles é desconsiderada. Só que eles têm sentimentos e sofrem por serem indefesos”.

A morte de animais não é novidade. “Há anos sabemos de cães e gatos mortos no cemitério. Triste. Essa crueldade é preocupante”, disse o motorista Valdemir Araújo, 42. Entre as alamedas chama atenção potes com ração e água para os gatos, colocados dentro dos túmulos destruídos, para onde entram e saem gatos a todo momento, passando entre os mortos que têm seus ossos expostos.

http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/92950/cemiterio-de-sp-e-marcado-por-chacina-de-gatos

 

BICHO BROTHER FALA À RÁDIO CBN SOBRE MASSACRE DE GATOS

DOMINGO, 05/06/2016, 14:39

Mortandade de gatos chama a atenção de quem frequenta o Cemitério da Quarta Parada, em SP

Ao menos 20 felinos, principalmente na cor preta, foram encontrados com o abdômen cortado entre os túmulos e esculturas. A ONG ‘Bicho Brother’, que faz a castração desses animais, reclama que a falta de segurança do cemitério tem provocado à violência.

PARA OUVIR A MATÉRIA CLIQUE NO LINK E DEPOIS NO CÍRCULO VERMELHO COM TRIÂNGULO.

http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2016/06/05/MORTANDADE-DE-GATOS-CHAMA-A-ATENCAO-DE-QUEM-FREQUENTA-O-CEMITERIO-DA-QUARTA-PARADA-EM.htm?utm_source=facebook

Gatos são encontrados mortos em cemitério de SP (Crédito: Eduardo Pedroso/ONG Bicho Brother)

DEZENAS DE GATOS MORTOS NO CEMITÉRIO DA QUARTA PARADA, EM SP

Por Fátima ChuEcco para o Olhar Animal

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Nos últimos dois meses vários gatos têm sido mortos de forma brutal, inclusive com as vísceras reviradas e expostas, no Cemitério da Quarta Parada, em SP. Mais um foi encontrado hoje, dia 3 de junho. Dez gatos mortos eram completamente pretos, mas também foram achados os corpos de gatos amarelos e de outras cores, sendo que vários já tinham sido castrados e eram tratados por voluntários locais.

O fato dos gatos pretos terem tido o abdômen aberto com objeto cortante e serem colocados nas alamedas do cemitério com os órgãos internos à mostra, pode indicar algum tipo de ritual. Mas teve gato também morto a tiro. Existe uma magia de origem africana que se utiliza de um osso de gato preto considerado, entre os adeptos dessa seita, como poderoso protetor (para saber mais procure na Internet por Hoodoo ou magia do osso do gato preto). Mas a grande maioria dos psicopatas também são ritualistas e os crimes podem ser de autoria de algum serial killer que tem acesso ao cemitério no período noturno, pois, durante o dia seria difícil alguém matar um animal sem ser notado por funcionários e transeuntes.

Eduardo Pedroso, da ONG Bicho Brother e responsável por grande parte das castrações dos gatos do Quarta Parada, está completamente desolado com a situação: “Temos um trabalho intenso nesse cemitério procurando ajudar a colônia a se estabelecer no local de forma saudável e sem procriar. É muito doloroso saber que tem gente com pleno acesso ao cemitério para praticar tamanha maldade. Alguns desses gatos eram mansos, confiavam nas pessoas e foram brutalmente dilacerados”.

Pedroso aponta os fatores que facilitam os crimes: “Há portões quebrados e com buracos por onde entram pessoas à noite para roubar peças de bronze dos túmulos, se drogar, dormir e matar os animais. Se os portões forem consertados e a Guarda Civil Municipal fizer rondas no cemitério esse problema pode ser sanado. A implantação de câmeras também pode inibir que os criminosos continuem agindo. Em vários cemitérios as câmeras e a ronda policial já resolvem muitos problemas semelhantes”.

SP sp gatos 4parada 02

Os gatos da Quarta Parada recebem alimentação e cuidados de moradores locais. Há pessoas que cuidam deles, com carinho, há décadas. Isso significa que são gatos “comunitários”, protegidos por lei. Mas, ainda que não fossem, continuaria sendo crime a captura e matança deles. Pelo aspecto dos gatos pretos encontrados, a morte deles pode ter sido lenta e dolorosa por hemorragia. Um crime bárbaro e em série contra animais completamente indefesos.

Quem souber de alguma coisa a respeito ou tiver uma pista do ou “dos” assassinos, deve entrar em contato com Eduardo Pedroso pelo site www.bichobrother.org.br E deve também comunicar imediatamente a polícia, pois, quem está cometendo essa atrocidade, além de estar praticando crime contra os animais previsto em lei, também pode representar um perigo as pessoas – lembrando que todo psicopata inicia a carreira matando pequenos animais antes de migrar para vítimas humanas. E compartilhe essa matéria para que mais pessoas fiquem atentas e seja possível parar com essa crueldade.


Fátima Chuecco é jornalista ambientalista e ativista da causa animal. É autora dos livros “MI-AU BOOK – Um livro pet-solidário” e “MI-AU-BOOK & Cia”, além de fazer parte de três coletâneas todas focadas em animais. Tem passagens pelo SBT Repórter, Diário de SP, Correio Popular de Campinas, Consulado da Austrália, Revista Meu Pet e Instituto Supereco/Projeto Tecendo as Águas.

EMANUELLE ESTÁ SE DESPEDINDO

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Emanuelle em breve vai se despedir de sua vida sofrida. Parou de comer e o diagnostico não é nada bom, ela tem PIF. A Peritonite Infecciosa Felina acontece quando o organismo do animal reage de maneira inadequada ao Coronavírus, vírus presente na esmagadora maioria dos gatos de rua.

Essa resposta inadequada leva a uma mutação genética que gera um quadro avassalador para o gato, falta de apetite, acúmulo de líquido na barriga e nos pulmões e falência gradativa de órgãos. É uma doença letal, irreversível e dolorosa.

Dentre os motivos que podem desencadear o processo está o estresse.

Muitas vezes gatos de rua não domesticáveis são abruptamente capturados e confinados. Isso gera angústia, tristeza e depressão, que tornam o sistema imunológico do gato vulnerável. Esse quadro força a resposta errada do organismo ao vírus que está em latência. PIF. Morte certa.

Emanuelle é isso. Chegou até nós por conta de uma denúncia de que uma dedetizadora foi contratada pelo Carrefour para “cuidar” dos gatos que ficavam em suas dependências. Durante as investigações que movemos em conjunto com o Ministério Público chegamos a um lugar de desova da dedetizadora.

No local de desova fomos apresentados a Emanuelle. Ela estava em um cubículo e com um quadro infeccioso grave por conta de uma castração malfeita. Ao tentarem retirar os pontos ela “destruiu o consultório do veterinário”, assim nos foi dito.

Fizemos a contenção técnica e levamos para uma de nossas clínicas conveniadas. Sedamos e iniciamos tratamento com antibióticos. Emanuelle teve um período de relativa saúde conosco até parar de comer na semana passada.

Nos próximos dias ela se vai. Teve sua vida abreviada e seu fim será muito sofrido.

A dedetizadora continua operante e obteve da Justiça uma liminar que nos impede de falarmos especificamente sobre sua atuação no caso. Está protegida por um dispositivo legal. 

O Carrefour, pressionado pela opinião pública no final de 2015, nos chamou para reuniões e solicitou um projeto para “nunca mais cometer esse erro”. O projeto foi entregue logo após o Carnaval desse ano e nenhum parecer havia sido dado pela rede de supermercados até o dia 04 de maio. Nessa data entramos em contato e a Dra. Júlia Cristina Carlini, veterinária da empresa, nos informou que estavam avaliando melhores preços no mercado para o trabalho de controle ético dos gatos que habitam seus páteos. Saíram pela tangente.

O Ministério Público investiga lentamente.

A ONG arca com o ônus financeiro do tratamento da gata e seus membros estão com os corações dilacerados por vê-la triste e definhando.

Emanuelle, essa levou a pior. Está morrendo.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/controle-etico-de-gatos