AÇÃO DA ONG NOTICIADA NA AGENCIA DE NOTICIAS DE DIREITOS ANIMAIS (ANDA)

BAIRRO DA MOOCA

ONG promove ação de controle populacional de gatos em estação do metrô de SP

09 de fevereiro de 2017 às 20:00

Primeira intervenção no Metrô

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(foto Bicho Brother)

Primeira intervenção

Entre os dias 03 e 05 de fevereiro promovemos a primeira ação de Captura, Esterilização e Devolução (CED) anunciada em uma estação central da Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô.

Captura

Na sexta-feira pela manhã nossa equipe juntou-se à protetora Dona Sônia e adentramos as dependências da Companhia do Metropolitano de São Paulo. Sempre com muito respeito, silêncio e atenção, começamos efetivamente o trabalho de controle da colônia de gatos.

Logo as primeiras capturas aconteceram e em pouco tempo tínhamos 10 animais devidamente acondicionados em caixas de transportes.

Para as capturas foram empregadas armadilhas manuais, automáticas e redes. Equipamentos da Fermarame, perfeitamente preparados para ações de capturas seguras e não-traumáticas.

Esterilização

Após as capturas seguimos para a clínica Cãomarada onde as castrações com método minimamente invasivo aconteceram entre a noite de sexta-feira e a manhã do sábado. Os gatos foram também devidamente registrados, marcados na orelha esquerda e imunizados contra raiva.

Foram alimentados com pasta durante o pós-operatório.

Devolução

No domingo, dia 05, às 17:30hs, efetuamos a devolução dos gatos para a colônia. Tudo ocorreu como havíamos programado. Os animais estavam totalmente espertos e rapidamente foram introduzidos no ambiente onde vivem e estão adaptados.

Daqui para frente esses 10 gatos tocarão suas vidas sem reprodução. Esse ganho é enorme.

Quando a colônia estiver mais controlada, ninhadas deixarão de aparecer e os gatos se tornarão mais tranquilos e silenciosos pois brigarão menos. São muitos os benefícios de uma colônia controlada. Um deles é a não transmissão de doenças preexistentes entre os membros da colônia por conta da diminuição de atritos físicos como brigas e coberturas. É a quase extinção de troca de sangue, o que mantém os gatos mais saudáveis.

2ª Intervenção

Está programada para dia 13 de fevereiro. Cerca de 50 pessoas acreditaram nessa ação e contribuíram com nossa Vakinha.

Você pode se juntar a nós para tentarmos barrar a multiplicação desenfreada de gatos sem domicílios pelas cidades brasileiras. É assim que faremos diminuir o sofrimento dos gatos de rua.

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vamos-ajudar-os-gatos-do-metro

 

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Vamos ajudar os gatos do Metrô?

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https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vamos-ajudar-os-gatos-do-metro

 

Um caso nos chamou atenção em setembro do ano passado. Uma senhora simples foi ao banco e contraiu um empréstimo para construir um cômodo em sua casa para abrigar os gatos que vivem nas proximidades do Estacionamento Maxipark unidade do Metrô Bresser. A empresa que arrendou recentemente o espaço da Companhia do Metropolitano de São Paulo, exigiu a retirada dos gatos. As protetoras ficaram desesperadas. Saíram a procura de ajuda.

Enviamos um comunicado por e-mail para o Depto. Jurídico da empresa alertando sobre a gravidade da sua postura e pedindo comedimento em suas ações. A Lei 9605/98 em seu artigo 32 foi citada em nossa comunicação.

A resposta da Maxipark abaixo:

A empresa foi obrigada a indenizar os usuários tendo gasto cerca de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) em reparos de veículos arranhados pelas unhas dos gatos … os gatos precisam ser retirados do estacionamento … não são responsabilidade da Maxipark, são responsabilidade da comunidade … Estamos à disposição para agendar a reunião com vistas à remoção dos gatos do local.”

Diante dessa situação resolvemos adotar a seguinte estratégia: solicitar para o Metrô autorização de acesso às dependências que circundam o estacionamento e pertencem ao Estado. Nessas áreas atrair os gatos, capturá-los, castrá-los, imunizá-los contra raiva e condicioná-los, após a devolução, a comer em local distante do estacionamento.

Dessa maneira poderemos harmonizar; fazer com que convivam bem e pacificamente as protetoras, os gatos, o Metrô e a empresa de estacionamento.

Para maior agilidade no processo solicitamos gentilmente ao gabinete do deputado Roberto Trípoli (PV/SP), o envio de um ofício para a Presidência da Companhia do Metropolitano de São Paulo. Fomos atendidos prontamente pelo deputado e hoje (20/01/2017) a área de segurança e patrimônio do Metrô nos autorizou a praticar controle ético de gatos em suas dependências.

A colônia não é pequena e o número aproximado de gatos pode chegar a 30. Precisamos de recursos para a execução da parte mais delicada do plano, as capturas e esterilizações. Os custos de quem comanda uma ação de CED são basicamente a contratação de capturadores e as castrações minimamente invasivas. Transporte também conta.

Nos ajude a controlar essa colônia e evitar mais sofrimento. Qualquer quantia é boa e vale muito para nossa ação.

Sua contribuição vai salvar vidas de sencientes. Nossos amigos, nossos irmãos, os bichos de rua

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/vamos-ajudar-os-gatos-do-metro

 

 

 

 

 

Ativista realiza palestra sobre controle populacional de gatos em SP

24 de outubro de 2016 às 20:00

Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

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A enorme quantidade de gatos de rua de nosso país merece urgente atenção da parcela da sociedade preocupada com o bem-estar animal e humano.

Cada vez mais gestores de ONGs, agentes de saúde, ambientalistas, médicos veterinários, mídia especializada, biólogos e protetores tomam consciência da necessidade de controlar de maneira ética a população de felinos não domiciliados das cidades brasileiras.

Para falar sobre controle pelo método CED (Captura, Esterilização e Devolução), o agente de CED e fundador da ONG Bicho Brother, Eduardo Pedroso, vai expor e detalhar em uma palestra durante a Festa Mundial do Animal, tipos de captura, contenções, armadilhas, esterilização adequada ao trabalho, efeito vácuo, marcação de orelha e outros nuances técnicos e conceituais importantes para quem deseja praticar CED ou aperfeiçoar a atividade de controle ético de gatos de rua.

A palestra terá lugar dentro do famoso evento anual “Festa do Dia Mundial Do Animal – encerrando o mês dos animais”, na Casa das Caldeiras, zona Oeste da capital paulista. O evento também marca o lançamento do Calendário Celebridade Vira-Lata 2017, que beneficia animais de famílias carentes.

A programação é completa: exposições de arte (inspirada em animais), live painting, palestras, bazar de ONGs e empreendedores pet friendly, comidas veganas, DJs, workshop de terapias complementares, atividades cooperativas para criança e contação de histórias.

Para encerrar, show da escola de samba Águia de Ouro que em 2017 se apresentará com o enredo “Amor com Amor se paga: uma história animal” e não utilizará nenhum material de procedência animal em suas fantasias.

Este é o quarto ano consecutivo do evento. A cada edição, os organizadores buscam incluir mais entidades de proteção animal e empresas do mercado pet e veganas. Estarão presentes: Natureza em Forma, Rancho dos Gnomos, Projeto Segunda Chance, Adote um Gatinho, Desabandone, Amigos de São Francisco, Mundo Gato, Casa de Cãoridade, Sociedade Vegetariana Brasileira, Surya Solidária.

Luli Sarraf, organizadora da festa e idealizadora do Projeto Calendário Celebridade Vira-Lata completa, “o objetivo desse encontro é reunir amantes de animais para celebrar seu amor, se informar e conscientizar sobre a relação da sociedade com animais”

O Calendário Celebridade Vira-Lata está na 8ª edição e já beneficiou nove mil animais de famílias carentes através de mutirões de castração.

Serviço

Festa do “Dia Mundial Do Animal e Lançamento: Calendário Celebridade Vira-Lata 2017
Data: 30 de outubro
Horário: das 14h00 às 20h00
Local: Casa das Caldeiras
Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 2000 – Pompéia
Entrada Gratuita Haverá arrecadação de doações de ração no local
A festa é pelos animais, para as pessoas, animais não gostam de ambientes agitados, ele ficará melhor acomodado em casa.

 

QUANTOS GATOS DE RUA EXISTEM NO BRASIL?

Por Eduardo Pedroso

Fazer o trabalho de controle ético de gatos de rua não é uma tarefa fácil. Para começo de conversa não temos um censo. Desconhecemos oficialmente a quantidade de gatos de rua que hoje temos no Brasil. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em 2015, aponta que cerca de 17% dos lares brasileiros possuem um gato, o que perfaz um número aproximado de 22 milhões de felinos domiciliados. Com essa informação nas mãos, a provocação é fácil: para cada gato que eu possuo em minha residência conheço e sei da existência de outros cinco que vivem na rua. Alguém discorda dessa observação? Acho que não. É uma evidência. Se tomarmos essa evidência como lógica e aplicarmos a cada um dos gatos domiciliados do país, temos algo em torno de 100 milhões de gatos de rua no Brasil. Assustador? Sem dúvidas, muito assustador! O que fiz foi apenas um exercício mental sem base técnica, uma especulação. Precisamos de uma contagem com método. Um censo.

Na prática, um censo para gatos de rua só teria efeito se os números desse censo fossem disponibilizados regionalmente, área por área, cidade por cidade. Para as ONGs e grupos que praticam CED o que interessa é a quantidade de gatos existentes em suas cidades. Felinos Urbanos trabalha em São Luiz (MA), Oito Vidas no Rio de Janeiro (RJ), Operação Gato de Rua em Blumenau (SC), Sotero Bichanos em Salvador (BA), Arpa Brasil em Goiânia (GO), Bicho Brother e Miados Urbanos em São Paulo (SP) e assim por diante.

Um censo para se saber a quantidade de gatos de rua do país permitiria às ONGs o mapeamento das colônias e um estudo de área das mesmas como forma preparatória para iniciar um trabalho de esterilização em massa. Essa apreensão dos números de gatos de rua existentes ajudaria em muitos aspectos. Um deles seria o de forçar um intercambio entre os vários grupos que praticam CED no Brasil para estabelecer uma meta de controle ético dos gatos, que ao final de um período seria atingida em sua totalidade ou parcialmente, assim que verificada a população de gatos de rua por um novo censo.

Eduardo Pedroso é agente de CED e um dos gestores da ONG Bicho Brother

Essa matéria foi publicada na ANDA: http://www.anda.jor.br/19/09/2016/quantos-gatos-abandonados-existem-no-brasil

quantos gatos de rua eduardo pedroso

Rio2016: ONGs se unem para salvar animais

EXCLUSIVO ANDA

Rio2016: ONGs se unem para salvar animais

10 de agosto de 2016 às 17:40

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Há algo diferente acontecendo na cidade maravilhosa por conta dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. ONGs e uma empresa especializadas em proteção animal trabalham em áreas próximas às competições para tentar resgatar ou proteger os animais afetados pelo megaevento. O trabalho é imenso. A difícil tarefa dessas entidades é dar alento e segurança para a sofrida população de animais abandonados da cidade durante os jogos.

Entre elas está a ONG paulistana Bicho Brother, especializada em captura e controle ético da população de gatos abandonados. Convidada por Guilherme Andreoli, membro do Comitê Organizador dos Jogos, a equipe Bicho Brother foi gentilmente recebida e está hospedada em uma unidade da ONG Oito Vidas, das especialistas em controle de gatos abandonados, Lilian Queiroz, Cristina Palmer e Aparecida Negreiros.

A ONG de São Paulo trouxe todo seu equipamento de contenção, manejo e captura de gatos para o Rio. No trabalho, ela se juntou a empresa especializada JF Resgates e Capturas, do profissional local Jackson Ferreira, e a outra ONG, a inglesa World Animal Protection, representada pela sua gerente de programas veterinários, Rosângela Ribeiro.

O Comitê Olímpico possui uma área de sustentabilidade (SAL), e é essa área que coordena a equipe de Resgate de Animais Domésticos, da qual fazem parte a Bicho Brother, a JF Resgates e a World Animal Protection. Há uma equipe de Resgate de Animais Silvestres também.

Há muito o que fazer, pois a cidade do Rio de Janeiro não é diferente da maioria das cidades brasileiras e não possui uma política pública eficaz de controle, segurança e bem-estar da população de animais abandonados.

O gesto do Comitê, de tentar dar proteção aos animais afetados pelo evento internacional é muito louvável, ainda que devesse ter sido planejado melhor e com mais antecedência.

Um dos trabalhos mais complicados é a tentativa de castrar e dar segurança à população de gatos das cinco ou seis colônias que habitam o complexo esportivo do Maracanã. Nesse espaço há uma estimativa numérica que existam entre 120 e 150 gatos. O trabalho nesse caso, segundo Mariana Lança, gestora da ONG Bicho Brother, deve ser o de aplicar às colônias o processo de capturar, esterilizar e devolver, mais conhecido pela sigla CED. Consiste em utilizar armadilhas para capturar os gatos de uma colônia, removê-los para uma clínica para castrá-los, identificá-los e depois reinseri-los na colônia. Com a utilização desse método é possível conter a expansão das colônias e retirar os animais mais vulneráveis, como filhotes e doentes, para tratamentos e adoções. Além disso é preciso acionar as forças de segurança do complexo para coibir atos de vandalismo contra os animais.

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A colocação de placas de aviso também ajuda na conscientização da população que mora, transita e trabalha nos arredores. As placas estão prontas e podem ser confeccionadas a qualquer momento, segundo Rosângela Ribeiro, da World Animal Protection.

A equipe da ONG Bicho Brother chegou a iniciar o processo de CED e entre os dias 03 e 04 de agosto capturou 24 gatos do Maracanã e os levou para duas clínicas, uma na Barra da Tijuca, a Citta Vet e outra em Vargem Grande, a clínica Vargem Grande. Houve a interrupção desse processo para que Comitê, clínicas e ONGs realinhassem o desenvolvimento do trabalho. A Bicho Brother adota o padrão internacional de marcação de orelha para identificar os animais castrados dos não castrados em colônias, e o padrão do Rio de Janeiro é próprio.

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A ONG de São Paulo quer o desmonte de um gatil provisório construído dentro do Maracanã para abrigar temporariamente os gatos que passarem pelo processo de CED. A Bicho Brother teme que o local esteja vulnerável a ataques humanos e passível de contagio de doenças entre gatos das várias colônias que serão colocadas no pequeno espaço. Comitê, ONGs e empresa especializada estão em negociação para viabilizar a melhor maneira de proteger e controlar os gatos do complexo do Maracanã durante os jogos.

Um resgate lindo à luz do dia

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Durante o primeiro dia de capturas, em 03 de agosto, a ONG Bicho Brother tomou conhecimento por meio da protetora Natália Kingsbury, que cuida há mais de vinte anos dos animais do local, que havia um gato amarelo muito machucado em uma das colônias do Maracanã, conhecida como Colégio. No dia seguinte, a ONG concentrou seus esforços na colônia em que vivia o gato machucado, e obteve pleno sucesso na captura do bichano. Sob os olhares atentos de membros do comitê olímpico, da World Animal Protection, de uma equipe de TV alemã e do público que se juntou nas calçadas, o agente de CED Eduardo Pedroso conseguiu fazer o gato amarelo com a pata enferma entrar em uma armadilha manual.

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Resgatado, o gato batizado de Maracanã foi levado para a clínica Citta Vet,recebeu os cuidados emergenciais da Dra. Alessandra e encontra-se em tratamento. Ele está bem e quando se recuperar, dependendo do seu temperamento, será incluído em um programa de adoções coordenado pela World Animal Protection e pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Se permanecer indócil após o tratamento ou não for adotado, retornará à colônia.

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CED: CAPTURA, ESTERILIZAÇÃO E DEVOLUÇÃO

http://www.anda.jor.br/21/07/2016/ced-captura-esterilizacao-e-devolucao

EDUARDO PEDROSO

CED: captura, esterilização e devolução

21 de julho de 2016 às 13:11

Reprodução Internet

Quando me propus a escrever um artigo sobre Captura, Esterilização e Devolução (mais conhecido pela sigla CED) fiquei imaginando que deveria pautá-lo pelo mais puro e reto didatismo, do tipo: a CED nasceu na Inglaterra com a ativista Ruth Plant* na década de 1950 para combater a cultura de morte induzida do governo britânico, e desde então tem sido instrumento importante para ativistas, governos e ONGs controlarem populações de gatos abandonados em todo o planeta.

A American Society for the Prevention of Cruelty to Animals (ASPCA), organização focada na prevenção da crueldade contra animais nos Estados Unidos, por exemplo, considera a atividade como a única realmente não traumática, eficaz e sustentável para o problema da superpopulação de gatos não domiciliados. Para se ter ideia da atualidade e importância do tema, em maio desse ano as especialistas em CED, Aparecida Negreiros e Cristina Palmer, deixaram seus notáveis trabalhos de campo no Rio de janeiro, onde atuam por meio da ONG Oito Vidas, e partiram para Nova York para participar do Animal Care 2016, acontecimento anual no qual são abordados diferentes temas sobre proteção animal. Foram para participar especificamente de uma discussão importante dentro do evento: a adoção do método CED (ou TNR na sigla em inglês) em substituição à prática da morte induzida ainda adotada por muitos abrigos dos EUA. O movimento parece lógico e simples: é melhor controlar a população de gatos de uma localidade do que eliminá-la ou trancafiá-la em abrigos para morrerem
aos poucos.

Se quisermos explorar o lado filosófico da questão podemos afirmar que CED é uma visão não especista da realidade. Impele o humano ao convívio pacífico com o gato. Tem uma colônia de gatos no condomínio? Que ela seja capturada, castrada, catalogada, imunizada contra raiva e devolvida ao mesmo local. A colônia passa a ser alimentada em um ponto específico das dependências do condomínio e monitorada pelos membros da comunidade que se dedicam ao bem-estar dos gatos e dos humanos.

CED é vida!, como dizem nossos amigos do Operação Gato de Rua, de Blumenau, SC. Talvez a partir desses dados fosse possível desenvolver um texto que desse conta de mostrar ao público como se dá o processo de captura, esterilização e devolução. Suas minucias, seus detalhes, o modus operandi, o conceito aplicado, a finalidade de cada equipamento, a importância da castração minimamente invasiva, e quem sabe finalizar com um pequeno mapa de ativistas e organizações que praticam CED no Brasil. Um passo a passo para tentar esclarecer interessados e protetores afins de entender e ajudar no imenso trabalho que será controlar a população felina de rua tão logo o mundo da proteção animal se dê conta de que mutirões e abrigos não são soluções para a questão.

E é exatamente nesse ponto que o texto didático precisa dar lugar imediatamente para um alerta sério a respeito da nossa cultura de proteção animal quando o assunto é gato de rua. Nossa cultura reconhece erroneamente abrigos e mutirões de castração como caminhos únicos a serem percorridos até que tenhamos uma diminuição significativa do sofrimento brutal a que está submetida a enorme população felina que habita as cidades brasileiras. Abrigos e mutirões não vão diminuir ou controlar a população de gatos de rua. Isso é ponto pacífico. Mutirões e abrigos não são soluções para essa questão difícil e dolorosa. Apenas fazem parte de um processo. Não dão conta de tocar a raiz do problema. Isso precisa ser dito sem medo. Promotores de mutirões e gestores de abrigos precisam admitir a incapacidade e a ineficiência de suas ações e atividades para discutirem pública e abertamente como controlar as populações de gatos de rua de nossas cidades. E não se trata de um ataque ou cobrança despropositada. E sim de um chamado à consciência de nossos ativistas e gestores. Ou estamos tão desconectados da realidade que ficamos incapazes de perceber que anos a fio de maturação e evolução da cultura de abrigos e mutirões em nada impediu o crescimento da população de animais de rua? Agora temos uma superpopulação! Por que será?

A ineficiência dos mutirões é simples de explicar com a seguinte pergunta: alguém já viu um gato abandonado arisco na fila de inscrição para algum mutirão? Não, nunca ninguém viu. Sem agentes de CED para “buscar o gato difícil” entranhado nos mais imprevisíveis buracos da cidade e esterilizá-lo, não haverá controle. Esse é um dado irrefutável. É óbvio que é importante a existência de mutirões como mecanismos de contenção da reprodução da população de gatos domiciliados pela população humana de baixa renda. É claro que o gato da família brasileira que reside nos centros menos favorecidos e
periferias de nossas cidades precisa ser castrado por um mutirão. Só não podemos nos esquecer que nesses mesmos centros e periferias necessitados, milhares de felinos não possuem domicílio e se reproduzem de maneira desenfreada, aumentando exponencialmente sua presença e fazendo crescer também de maneira alarmante o atrito entre as duas populações, felina e humana. Esse atrito não raramente expõe gatos a ataques violentos, sórdidos e cruéis. O bicho sempre leva a pior. Não é possível nos esquivarmos da realidade: uma parcela considerável da população humana odeia animais abandonados. Gatos especialmente. A necessidade da criação de uma cultura de CED se mostra aqui em sua face mais urgente: a da prevenção de ataques de humanos contra os animais indefesos. O impedimento de maus-tratos pela diminuição do atrito. CED é política preventiva, é diminuição da violência crônica a que são submetidos os gatos de rua. E, quanto aos abrigos, eles são em sua maioria mal geridos e sofrem com falta de recursos e estruturas inadequadas. Com honrosas exceções se mostram verdadeiros depósitos de animais. Locais infectados e insalubres. Não é raro um gato ser retirado das ruas saudável para contrair doenças de toda ordem ao ser trancafiado em um abrigo. A ideia de que um gato não possa viver bem sem domicílio ainda é muito forte em nossa cultura de proteção. É muito importante que o conceito e prática de CED ganhem espaço em nosso meio para poder explicar para a população toda, e não só aos protetores, que gatos podem, devem e têm o direito de viver no mesmo espaço físico que a população humana. Castrados, imunizados contra raiva e alimentados não incomodam ninguém. O fato é que introduzir animais saudáveis em abrigos deve ser evitado a todo custo. Abrigos são importantes para animais vulneráveis e mesmo assim como transição para um lar ou inserção em uma colônia.

Para finalizar podemos afirmar que abrigos e mutirões são importantes se bem gerenciados, mas não dão conta da questão primordial que é, no final das contas, o sonho de todo aquele que ama gatos abandonados: controlá-los numericamente, conter a explosão demográfica, ter uma população que não cresça a cada ano, diminuir o nascimento de ninhadas em terrenos abandonados e com isso diminuir o atrito entre as populações felina e humana. Para controlar a população de gatos de rua é preciso dar chance e apoiar a prática de CED de pequenos grupos e ativistas preocupados com o bem-estar animal. Para controlar a população de gatos de rua é preciso capturar, esterilizar e devolver.

*http://www.catactiontrust.org.uk/

O INCÊNDIO DA FAVELA DA FUNERÁRIA E NOSSA PEQUENA AJUDA

São Paulo, 19 de julho de 2016.

No começo da noite de segunda-feira nossa amiga e colaboradora Carol Zanni nos perguntou se sabíamos sobre o incêndio que havia consumido uma favela na Zona Norte da cidade e vitimado pessoas e muitos animais.

Duas horas após esse alerta nos juntamos dentro da favela destruída à Beatriz e ao Bruno da Bendita Adoção. Passamos a procurar por bichos feridos e debilitados.

Nessa primeira inserção no local encontramos um gato perdido no meio dos escombros. Ele está bem de saúde, apenas assustado. Amanhã será entregue à Fernanda Perrone e ao Dr. Walter Figueira da clínica Bichos e Vets.

Também dois filhotes muito famintos nos foram entregues por um rapaz no meio da multidão que se aglomerava em frente da Igreja Quadrangular à espera de comida, colchões e cobertores.

Ainda na noite passada fomos levados a um barraco onde uma gatinha agonizava queimada. A socorremos imediatamente levando-a para a clínica Cãomarada, onde permanece internada para tratamento.

Hoje trabalhamos pela manhã na favela incendiada e novamente com nossos parceiros da Bendita Adoção. Vimos muitos corpos de animais carbonizados. Muita gente triste por perder seus bichos de maneira tão trágica.

Retiramos um gato adulto e muito debilitado de cima de um telhado e resgatamos três filhotes famintos, abatidos e cheios de verme. Esses, junto dos dois resgatados na noite passada e do debilitado do telhado, foram entregues para a AUG no meio da tarde.

Resumo é que salvamos oito gatos vítimas do incêndio que destruiu a Favela da Funerária e para isso trabalhamos em conjunto com a Bendita Adoção (que resgatou outros) e contamos com os apoios e parcerias de sempre.

https://www.facebook.com/eduardo.pedroso3/posts/1225849757449533

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/controle-etico-de-gatos

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/07/fogo-em-favela-deixa-14-mil-pessoas-sem-casa-na-zona-norte-de-sp.html

 

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MARCO PELOS ANIMAIS

COMUNICADO

Todos estão convidados. As informações todas estão dadas no evento criado para o ato, é só clicar no link:

https://www.facebook.com/events/1052498968175171/

É importante o pedido que vamos fazer.

O ato é absolutamente pacífico. O local pede silêncio, portanto além de pacífico será um ato silencioso. Estaremos na porta de um cemitério e a placa será afixada ao lado do velório. O velório funciona 24 horas por dia e haverão famílias no local que não têm relação com nossa causa. Vamos respeitá-las profundamente. Faremos um ato silencioso, tranquilo, cheio de paz e serenidade. Sem discursos. Apenas nossos sentimentos e reflexões sobre as condições dos animais de rua em nosso país deverão se fazer presentes. Nossa luta é para preservar a vida e qualidade da vida dos animais que moram no cemitério da Quarta Parada. Nosso silêncio será para respeitar pessoas e para lembrar os animais brutalmente mortos. E também para não alterar a rotina dos gatos que vivem dentro do cemitério.

Obrigado,

Equipe Bicho Brother

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